estante da d. assunção
Gostei tanto deste livro, que passado um ano voltei a relê-lo. Chocou-me muito ler os horrores que as mulheres do Médio oriente passam, só pelo facto de serem mulheres. É lógico que já tinha conhecimento destes factos, mas nunca pensei que chegasse a tanto sofrimento. Fiquei contente com o final feliz desta história verídica e grata por viver no meu país.
Trata-se de um livro muito interessante, onde se vive uma história de amor dramática, na época da ditadura. Fiquei triste com o final da história, pois sonhadora como sou, o amor deveria prevalecer sempre.
Adorei este livro que relata a discriminação que existia na Grécia contra as pessoas que sofriam de lepra. Estas eram consideradas impuras e excluídas da comunidade onde viviam, tornando-se reclusas numa ilha chamada Spinalonga. Ao mesmo tempo vive-se uma história, na qual as adversidades são vencidas e encontra-se a cura para a doença da lepra.
a estante da professora isabel abreu
Alguns dos livros a que volto muitas vezes:
Compêndio para Uso dos Pássaros, de Manuel de Barros
Um dos meus poetas preferidos, pela forma de usar as palavras, iluminando-as pelo avesso e conferindo-lhes significados novos. Também por tudo o que considera matéria de poesia, o que é natural e rente ao chão, o que não vemos por ser tão presente que se torna invisível.
O Ano da Morte de Ricardo Reis, de José Saramago
O meu livro preferido de um autor de que gosto muito, cuja leitura me deu um prazer enorme. Volto a ele em muitas alturas, e sinto a mesma alegria com a pura beleza do texto.
A Mancha Humana, de Philip Roth
Refiro este, como podia referir vários outros do mesmo autor. Gosto da clareza e da lucidez da escrita, da recusa de simplificação e da pungência dos temas. E, como creio que acontece com todos os livros que nos marcam, sinto que quando acabo de ler um deles já não sou exactamente a mesma pessoa que era antes de começar.
Walden ou A Vida nos Bosques, de H.D.Thoreau
Acho que Thoreau foi um ecologista antes de haver movimento ecologista, e olhando hoje para as novas formas de viver e de nos relacionarmos com o planeta que surgem, como por exemplo a “simplicidade voluntária”e o anti-consumismo, lembramo-nos que já era tudo o que Thoreau não só defendeu como viveu. Para mim, Thoreau é um modelo.
Antigas e Novas Andanças do Demónio, de Jorge de Sena
Li estes contos tantas vezes, ao longo de tantos anos, que sei alguns quase de cor…
A estante de Inês Pereira
Ora, livros que eu já li… Já são alguns. Mas agora escolher três para comentar é que é mais difícil.
Por isso decidi escolher três que eu gostei muito mas que não têm nada a ver uns com os outros. Ou melhor, três colecções que não têm nada a ver umas com as outras.
O primeiro livro que recomendo é qualquer um escrito pela Jane Austen. Há um ano ou dois comecei a ler Jane Austen e decidi lê-los todos. Ainda me faltam dois, mas já li 5. Gostei de todos apesar dos meus preferidos serem “Orgulho e Preconceito” e “Persuasão”.
Os clássicos da Jane são romances. Não os romances de hoje em dia repletos de aventuras, traições e reviravoltas estilo novela mexicana. É claro que também têm aventuras e mistério, mas num modo mais romântico e bem adequado ao seu tempo. Jane Austen viveu e escreveu no final do século XVIII, princípios do século XIX e retrata maioritariamente a vida da sociedade rural georgiana onde a personagem principal necessita de casar para ter um futuro comodo. Mas numa sociedade onde casar por amor é um extra, Jane sempre consegue dar a volta e fazer com que as suas personagens acabem felizes e amadas, mesmo que não seja com quem mais se espera. Adaptado ao grande ecrã já se encontra o “Orgulho e Preconceito” (em livro e em série), “Sensibilidade e Bom Senso”(em filme) e “Emma” (em série).
O segundo livro que recomendo é qualquer um escrito por Dan Brown. Para quem gosta de suspense, acção e história este é definitivamente o escritor recomendado. Infelizmente ainda não li todos os livros dele mas adorei “O Código Da Vinci”, “Anjos e Demónios” e “O Símbolo Perdido”. São livros que partem de factos reais e desenvolvem uma história fictícia que te prende ao livro do início ao fim. Os capítulos são pequenos, contrariamente ao tamanho do livro mas mudam de ponto de vista várias vezes, dando-nos a perspectiva de quase todos os personagens. Em filme já existe “O Código Da Vinci” e “Anjos e Demónios”.
Por fim recomendo a colecção “Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo”, de Rick Riordan. São livros que retratam a mitologia grega numa história repleta de aventura e acção. Conta a história de um rapaz que ao 12 anos, Percy, descobre que o pai que ele não conhecia é afinal um deus do Olimpo e que sendo ele meio-sangue terá de ir para o Acampamento Meio-Sangue treinar para lutar contra as criaturas que até aquele dia Percy só achava que se encontravam nos livros ou em filmes. São 5 livros no total, apesar de apenas 3 se encontrarem já publicados em português, e o primeiro já foi adaptado para o cinema.
Apesar dos livros serem insubstituíveis, a nossa sociedade acha muito mais apelativas as tecnologias. Para isso já existem bastantes livros on-line ou e-books que nos permitem ler em computadores. Isso é uma maneira de apelar a todos os amantes da informática a ler e eu tenho uma sugestão. Fanfics. O que são fanfics? Bem, segundo a wikipédia, “Fanfic é a abreviação do termo em inglês fan fiction, ou seja, "ficção criada por fãs", mas que também pode ser chamada do Fic. Trata-se de contos ou romances escritos por terceiros, não fazendo parte do enredo oficial dos animes, séries, mangás, livros, filmes ou história em quadrinhos a que faz referência, ou uma história inventada por eles.” Ou seja, os fãs de uma história pegam nas personagens da mesma e criam um enredo totalmente diferente. Existem para todos os gostos e idades. Eu comecei a ler há dois anos e já li mais de 60. Vão desde oneshots (fics que só têm um capitulo) a longfics (que têm mais que um capítulo e costumam ser bem grandes). Existem vários sites onde as podes ler. Pessoalmente gosto do fanfiction.net pela boa organização e grande variedade.
Espero que gostem das minhas recomendações e boa leitura.
Inês Pereira
Preocupados com o futuro?
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) encontrou uma boa solução: oferecer trabalhos em part-time aos seus estudantes. Na cantina ou nos serviços de informática, 20 alunos garantem algum dinheiro extra no fim do mês e senhas de refeição.
estendal poético na área metropolitana do porto
Os municípios da Área Metropolitana do Porto assinalam hoje o Dia Mundial da Poesia com O “Estendal Poético Metropolitano”: poemas suspensos em varais, em espaços públicos de cada concelho, e que foram escritos por alunos das bibliotecas escolares - como é o caso dos nossos - ou dos diversos serviços educativos que as bibliotecas municipais ou escolares realizam durante o corrente mês ou, ainda, de poetas locais.
Em torno do “Estendal Poético Metropolitano” haverá ainda a “Leitura Simultânea de Poesia”, entre as 11h00 e as 11h30, em todos os municípios da AMP, de forma a criar uma “sintonia poética”.
(via Bibliotecar)
boletim da be - março 2012
Já se encontra disponível o Boletim da BE do 2º período. Para o visualizarem, cliquem aqui.
a estante do professor antónio miguel
Não descubro um fim à minha lista de grandes livros com que partilhei momentos de leitura ímpares e absorventes. Falarei de quatro deles, escolhidos ao sabor do momento e representativos de quatro grandes artistas da palavra.
A correspondência de Fradique Mendes é uma obra póstuma de Eça de Queirós e uma das que melhor ilustram quer as ideias e as ilusões da vanguarda cultural portuguesa do séc. XIX, quer a intemporalidade e atualidade da crítica social e política vertida na pena deste ilustre escritor poveiro, e que fazem dele um dos grandes nomes da literatura. Ler Eça – e em particular este livro – tem a virtude de nos ajudar a compreender o nosso tempo e a matéria de que somos feitos.
Em 1961, não tinha eu ainda nascido, foi publicado Domingo à tarde, de Fernando Namora, que conta a vivência das misérias humanas num hospital, sob o olhar agudo e sensível de um médico, e cuja intensidade narrativa é tão envolvente que o leitor é levado a ser cúmplice das personagens, partilhando com elas os infortúnios, as angústias, as esperanças e desesperanças que sentem, num abraço narrativo que desperta no leitor um espírito de solidariedade.
Em 1979 foi editado Signo sinal, de Vergílio Ferreira, um romance em que a reconstrução de uma aldeia destruída por um terramoto serve de pretexto para a personagem central refletir sobre a condição humana, tendo como um dos seus interlocutores privilegiados um cão de nome Teseu, encontrado numa praia. Ler este livro foi uma experiência inesquecível.
José Saramago publicou Levantado do chão, em 1980, um romance pungente que testemunha a opressão e o sofrimento sentidos por gerações de alentejanos durante o Estado Novo, mas que bem pode servir de documento simbólico denunciador de todas as tiranias que têm manchado a dignidade humana ao longo da História e que provam que a justiça, a liberdade e a democracia são valores fundamentais sempre em risco.
Boas leituras!
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