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o lagarto, de josé saramago


A Fundação José Saramago está a comemorar a partir deste mês de Abril os seus 10 anos de existência com concertos, sessões de cinema, mesas redondas, tertúlias. .
Esta edição de O Lagarto nasceu de uma ideia original de Alejandro García Schnetzer e foi publicada em Portugal pela Porto Editora e no Brasil pela Companhia das Letras. O realizador  Miguel Gonçalves Mendes, autor de José & Pilar, fez um vídeo com a leitura do conto pela cantora e compositora brasileira Adriana Calcanhotto.
Ficha técnica
Realização: Miguel Gonçalves Mendes/JumpCut
Xilogravuras: J. Borges

dia mundial do livro em vila do conde

a estante da educadora alexandrina


Lembro-me de ler na cama à noite antes de dormir, quando a minha mãe me mandava apagar a luz eu continuava a ler debaixo da roupa com uma lanterna.

Um dos livros que li, teria 15,16 anos, foi “viagem ao mundo da droga”, apesar de já ter ouvido falar em drogas mais leves não sabia exactamente as consequências causadas por elas. Este livro focava drogas pesadas, uma delas, o “LSD” e os efeitos causados em quem consumia.
Era um relato verídico de quem as tinha consumido, esta leitura impressionou-me muito e perguntava-me: "Se as drogas fazem tão mal, porque é que as consomem?"
Ainda hoje, apesar de toda a informação que existe continuam a ser consumidas, muitos pensam sempre que as conseguem deixar quando quiserem, mas muitas vezes sem se aperceberem já estão a consumir outras drogas mais pesadas.
São vidas e famílias destruídas por esta “maldição”. 

a estante da d. silvina

A sabedoria popular diz-nos que “o saber não ocupa espaço” e o ler também não. O meu desejo pela leitura começou desde os tempos da escola primária, quando a professora, entusiasmada, nos incentivava a nunca parar de ler. Desde então tenho o livro como companheiro, conselheiro, instrutor e motivador.

Dos vários livros que já li quero destacar dois: “A rapariga que roubava livros” e “ A fórmula de Deus”. Uma leitura que nos leva a fazer uma reflexão ética e espiritual. A leitura tem o poder de nos transportar para outras realidades que, de outra forma, não seriam possíveis de alcançar, como por exemplo, encarnar as personagens, vivendo as suas histórias.

Ler torna o ser humano mais “rico”.

ler é um vício...

Ler é cá um vício… e que doce vício…
Sei lá por que o faço… Ainda concebo que possamos racionalmente explicar por que razão se gosta de algo. Por outro lado, como sempre acontece com tudo aquilo que se ama, as razões perdem toda a sua razão de ser, quando procuramos interpretar a conceção do Amor… A verdade é que, quando se ama, ama-se, porque se ama!...
Quem um dia descobriu o significado do Amor, compreende bem as minhas palavras… Todos concordaremos que Amor consiste numa simbiótica relação estabelecida entre dois seres distintos, cuja existência de um alimenta a felicidade do outro… é a permanente sede, fome, ânsia… é o descontrolado desejo carnal e metafísico do outro por mais que nele nos saciemos!
E, assim, em singelas e genuínas palavras, está explicitada e mais do que explicada a minha relação com a leitura! Porque a verdade é que é disso mesmo que se trata… de necessidade nua e pura de algo… de Amor por algo!...
Leio, porque sinto necessidade de o fazer… leio, porque a leitura é instrumento de prazer para mim… leio, porque a leitura apura todos os meus sentidos, fazendo com que eu próprio sinta que existo e que alcanço sentido! Leio, porque me divirto, aprendo e cresço ao fazê-lo… Leio, para me descobrir, para me compreender, para me reinventar continuamente… leio para não ficar obsoleto, movido pelo sonho de absoluto… leio, porque não me conformo com uma existência moribunda e porque quero ser sempre mais um pouco, se puder ser… “ou até se não puder…” Leio, porque encontro em cada livro “um novo mar (por mim) nunca dantes navegado”, “um novo eu” desvendado… Leio, porque ler faz-me “aparecer” diante de mim da forma mais plena, concretizada e epifânica
Leio por necessidade suprema, por imperativo irracional, por vício… chamem-lhe o que quiserem… leio, porque mergulho no marasmo, na abstinência castradora infeliz, na absência existencial, se o não fizer!...
Leio, enfim, para me sentir… para me descobrir no decurso da mais aliciante das viagens… uma viagem realizada através do mais íntimo e ínfimo de mim, que é, tal como o mais íntimo e ínfimo de ti, afinal, o mais imenso, denso e intenso dos universos… Leio, enfim, para ser… Leio por tudo isto e por muito mais, estou certo… e, em verdade, “esse muito mais” inexprimível e inexplicável é o mais cativante dessa deliciosa experiência…
Por que leio? A isso creio eu saber responder… leio, porque amo fazê-lo! Por que o amo fazer é que já não sei… Sei lá eu definir o Amor… ninguém sabe, estou certo… assim como certo estou de que toda a gente ama o sabor a que o Amor sabe!...
Experimenta! Vais ver que gostas… e, quem sabe, não passarás a amar também… a amar muita coisa, assim espero, e a amar a leitura, em particular…

Paulo Barros

jornadas internacionais do livro viajante


Para anunciar a Semana da Leitura, a Biblioteca vai aderir ao evento "Jornadas Internacionais do Livro Viajante".
Como é que se processa?
Entre os dias 21 e 22 de março iremos espalhar livros pelos espaços mais inesperados da escola. Os livros estão devidamente identificados com uma etiqueta do evento.

O que devem fazer se encontrarem um livro?
Lê-lo ou não, ficar com ele ou não, mas o mais importante é libertá-lo ao fim de algum tempo para ele ser partilhado com outros leitores.
Não se esqueçam de partilhar uma foto do livro no facebook da Biblioteca (https://www.facebook.com/travelling.book.days/) e identificar a Biblioteca da ESDAS (https://www.facebook.com/bibliotecaescolar.esdas/).

Qual é o objetivo do evento?
Tornar o mundo numa biblioteca a céu aberto!


concurso nacional de leitura - 1ª fase

Ilustração de Limeunhee
As finalistas da 1ª fase do Concurso Nacional de Leitura são Bárbara José e Deolinda Maia.
Estas alunas irão representar a escola na 2ª fase do concurso na Biblioteca Municipal Almeida Garrett.

ler faz bem



O LER FAZ BEM é um projeto da revista Visão que pretende despertar a paixão pela leitura e devolver a alegria de ler livros. Um movimento participativo que recupera o entusiasmo e a imaginação que apenas os livros são capazes.
Todos os meses é oferecido, com a revista, um livro da literatura universal que, de alguma forma, tenha contribuído para um melhor entendimento da sociedade em que vivemos.
A partir da leitura deste livro, os leitores da revista são desafiados a sua própria interpretação da mesma, através de um conjunto de iniciativas como a criação de Clubes de Leitura ou da partilha de experiências através das redes sociais, blogues ou outros canais. Os melhores conteúdos serão partilhados neste espaço com os leitores VISÃO.
Várias personalidades públicas serão também convidadas a partilhar pela primeira vez a sua interpretação destas obras. Para saberem mais, cliquem aqui.

concurso nacional de leitura 2016-2017- 1ª fase

Já estão abertas as inscrições no Concurso Nacional de Leitura. Os alunos interessados em participar deverão inscrever-se na Biblioteca Escolar, até ao dia 9 de dezembro.

Os alunos inscritos terão que ler duas das seguintes obras:

Nas tuas mãos, Inês Pedrosa

A rapariga que roubava livros, Markus Zuzak

O Alienista, Machado de Assis

No dia 13 de Janeiro de 2017, pelas 10:30, realizar-se-á a primeira prova de selecção. Os três melhores participantes passarão às Finais Distritais. Cada distrito seleccionará dois vencedores para a Final Nacional.

Para mais informações dirige-te à BE ou consulta o regulamento, aqui.

a estante da professora carla nunes




Recordando os tempos de estudante, começo por destacar Os Maias, de Eça de Queirós. Naquela época, gostei muito de ler esse livro. Esta leitura, realizada numa fase de transição, de algum modo contribuiu para a definição do meu percurso escolar. 
Outro livro cuja leitura apreciei muito foi Cien años de soledad, de Gabriel García Márquez, no qual é apresentada a história de uma família entrelaçada entre a realidade e a ficção. 
Toda a obra de Vergílio Ferreira é uma referência na minha vida. Eleger uma é tarefa impossível. Contudo, destaco o livro Aparição, um romance existencialista escrito na fase em que o escritor fazia a transição do romance para o ensaio. Neste livro, o autor relata a transcendência do eu como se de uma aparição se tratasse. Foi interessante descobrir que a escrita do romance foi inspirada no pensamento do próprio escritor e em algumas fases da sua própria vida. 
Considero que tal como as vivências pessoais podem influenciar a escrita dos escritores, as escolhas de leitura são influenciadas pelo momento que vivemos e estas leituras corresponderam a distintas fases da minha vida. 

a estante da professora ana pinho






Somos o que lemos, os autores que admiramos, os que nos interpelam ou indignam, entre outras complexidades. Esta crença terá fundamento?
O primeiro livro que me escolheu e fascinou foi a Bíblia, com as suas histórias de amor como a de Sansão e Dalila, ou de dor como a de Job, a quem uma desgraça sucedia a outra e ele a tudo resistia com a sua fé. Mas o que mais me tocou foi Jesus, bebé pobrezinho, que me trazia prendas no Natal. Atualmente é um livro que me continua a desafiar e a oferecer companhia por ampliar a compreensão do Homem.
Na adolescência li várias vezes as obras O Corsário Negro de Emílio Salgari e A Paixão de Jane Eyre de Charlotte Bronte. À boleia do primeiro percorri mares, preguicei na ilha das Tartarugas, entranhei-me na selva, enfrentei tempestades e, muito mais tarde, tornei-me no impossível: turista aventureira! Na segunda obra encontrei, sem disso ter consciência na altura, um modelo de amor e de mulher, digna e corajosa, que se fez na adversidade. Numa época em que as mulheres, em geral, tinham como projeto de vida o casamento, Jane aprendeu o prazer de saber e de ser autónoma.
Posteriormente assolada pela paixão de desvendar crimes e de construir um sentido para a minha existência, devorei o policial Maigret, de George Simenon e a obra O Estrangeiro de Albert Camus, entre outras. Com a leitura do primeiro partilhei, volume a volume, a carreira de Maigret, admirando o seu olhar humano a incluir seres à deriva, bebendo cerveja, deambulando noite fora pela Pigalle, amando o perigo e o interdito. Já com a segunda obra, companhia de verões sucessivos, vagueava na tentativa de compreender o sentido de absurdo da existência…
Nos dias que correm, em busca de “O sol em cada sílaba”, vou de livro em livro…

a estante de isabel agra


Eu considero-me uma leitora compulsiva. Passo os dias a falar sobre livros e a tentar convencer os outros a ler. Na minha opinião, ler é uma forma de vivermos várias vidas.
De todos os livros que já li (e foram muitos), há três que considero especiais, porque são livros que me marcaram imenso.

O primeiro é “A Lua de Joana”, de Maria Teresa Maia Gonzalez. Este livro é muito importante para mim porque foi o primeiro livro que eu li, e foi a partir daqui que eu comecei a adorar ler. Além disso, este livro faz-nos pensar em todas as decisões que tomamos, e em que sentido essas decisões vão afetar os que nos rodeiam.

O segundo livro é “Anna e o Beijo Francês”, de Stephanie Perkins. Este livro ensinou-me a ser independente e a aceitar as mudanças. Aprendi a manter-me sempre positiva, mesmo quando tudo parece correr mal.

Por fim, o terceiro livro que mais me marcou, e que por acaso é o meu livro favorito, foi “A Cidade dos Ossos”, de Cassandra Clare. Adorei este livro. Com ele percebi que somos capazes de tudo para protegermos aqueles que amamos, seja um amigo ou um familiar. Por eles, até somos capazes e nos prejudicar a nós próprios, se isso significar que eles ficarão bem.

Recomendo estes três livros a qualquer pessoa, seja qual for a idade. Na minha opinião, “A Lua de Joana”, “Anna e o Beijo Francês” e “A Cidade dos Ossos” são livros que marcam a vida de qualquer leitor.

a estante da professora isabel tomás



 

Por considerar que nós somos (também) os livros que lemos, selecionei três obras que mais me influenciaram e ajudaram a crescer como pessoa (o que não quer dizer que outras também não o tenham feito).
Estas obras foram importantes na minha vida, porque desvelam a consciência da nossa finitude, do nosso inacabamento e das nossas fragilidades existenciais.
A veemência das histórias e das emoções verbalizada nas obras conduzem, de algum modo, o leitor a senti-las e a vivenciá-las como se da sua vida se tratasse. Por isso, estas histórias ajudaram-me a compreender melhor as incertezas da vida.
Na primeira obra, a personagem principal, Luís Echevarria, revela as múltiplas facetas do ser-se homem, procurando no amor o autoconhecimento e a resposta para a sua natural insatisfação.
A metamorfose mostra de forma irónica e irreal a transformação da personagem principal, Gregor, num inseto horrível. No entanto, a vítima da mudança não se preocupa com a mesma, observando contemplativamente as reações da família e amigos.
A terceira obra descreve a luta pela sobrevivência de uma família que procura, na migração, uma saída para a sua condição de miséria. No romance, são relatadas experiências humanas levadas ao limite: exploração, logro, condições de vida sub-humanas…
Três obras inesquecíveis que aconselho pela intensidade literária, pela relevância dos conteúdos, pelo entusiasmo e prazer que me proporcionaram.

encontro com ilustrador & escritor

a estante da professora anabela silva




Ao longo da minha vida, foram muitas as músicas e os livros que me marcaram.


A frescura do cantor João Gilberto, o rigor e a força de Beethoven ou a natureza etérea de Debussy são incontornáveis…
E os livros e seus autores?
Ler “Esteiros”, de Soeiro Pereira Gomes, livro aparentemente ingénuo mas tão profundo e verdadeiro…
Aceitar o desafio de Camilo Castelo Branco e ver a sociedade sem hipocrisia – com todos os seus defeitos e qualidades – e sermos capazes de sorrir, inclusivamente de nós mesmos!
Viajar com Pearl S. Buck e conhecer outras paisagens e culturas, tão longínquas no tempo e no espaço, mas tão próximas em toda a sua obra…
Regressar aos ambiente bucólicos – nos quais poluição, tecnologia ou aquecimento global não cabem – ao saborear a poesia bucólica de Guerra Junqueiro, em “Os Simples”…
Ou aferir o meu percurso de vida, ao visitar repetidamente aquele que considero o livro mais marcante: “O Livro de San Michele”, de Axel Munth…
Muitas outras obras e autores mereciam estar aqui mencionadas. O importante é ler, pois, como escreveu José Saramago, “ler faz bem à saúde”…
Um Livro não é caro, um Livro pode ser requisitado numa Biblioteca, um Livro pode ser partilhado, um Livro pode ser lido vezes sem conta, um Livro pode mudar as nossas vidas, um Livro pode fazer toda a diferença …
E porque nas nossas vidas, “tudo o que nos é útil, pode ser obtido por pouco dinheiro. Só o supérfluo é caro” (Axel Munth)… é urgente abrirmos as portas ao que de melhor o ser humano tem produzido: os Livros!

concurso nacional de leitura 2015-2016


Já estão abertas as inscrições no Concurso Nacional de Leitura. Os alunos interessados em participar deverão inscrever-se na Biblioteca Escolar, até ao dia 11 de dezembro.

Os alunos inscritos terão que ler duas das seguintes obras:



No dia 13 de Janeiro de 2014, pelas 10:30, realizar-se-á a primeira prova de selecção. Os três melhores participantes passarão às Finais Distritais. Cada distrito seleccionará dois vencedores para a Final Nacional.

Para mais informações dirige-te à BE ou consulta o regulamento, clicando na imagem abaixo.