a matemática em memorial do convento

Este ano a BE e o Grupo Disciplinar de Matemática irão dar continuidade ao projeto Matemática e Literatura e aqui têm a primeira tarefa, aberta a todos os que quiserem participar:

Na obra Memorial do Convento de José Saramago, Prémio Nobel da Literatura, existirão referencias à matemática? Encontra alguma referencia, faz a citação do excerto, apontando as ligações que te parecem existir entre a matemática e esta obra literária.
Publica as tuas notas aqui como comentário a esta postagem. Entre as notas selecionadas para publicação, será escolhida a melhor que receberá um prémio. Participa!

José Saramago. 2010. de José Santos

3 comentários:

Raquel Ramos 12ºC disse...

« ... talvez quisesse el-rei refrescar as lições de matemática ...»

« ...sendo esta obra uma obra que requer todas as geometrias e matemáticas que se puderem reunir...»

«... que somando a isto tudo os cocheiros e os leiteiros é uma multidão para servir um cardeal só ...»

«... porém ,tudo somado, de dentro e de fora ... »

«... a tão grandes somas de dinheiro ... »

«... nem os senhores imaginam a soma de trabalhos ...»

«... e a soma de homens que requer ... »

«... talvez porque a virtude de todos, somadas , fariam um homem honesto ... »

Renato Veiga nº27 12ºA disse...


No “Memorial do Convento” de José Saramago encontramos variadíssimas referências e interligações à Matemática.
Quando Baltasar Sete-Sóis regressa a Lisboa, vindo da guerra, e deambula pela cidade, passa pelo palácio do rei, explicando que este não se encontra lá, encontra-se antes em Azeitão a caçar com padres jesuítas, sendo explicada a presença dos últimos deste modo: “talvez quisesse el-rei refrescar as lições de matemáticas e latinidades que deles, quando príncipe, recebeu.” (pág. 24). Já indo o enredo mais avançado, quando Blimunda, Baltasar e o padre Bartolomeu Lourenço se preparam para levantar a passarola, há uma invocação ao anjo Custódio dizendo que aquela é “uma obra que requer todas as geometrias e matemáticas que se puderem reunir (…)” (pág. 128).
Ao longo de toda a descrição da construção do Convento, e na exaltação do herói – o povo português, há uma vasta referência às dimensões dos vários materiais, logo à Matemática. Como um exemplo, podemos destacar o transporte da grande pedra da fachada principal que “tem de comprimento trinta e cinco palmos, de largura quinze, e a espessura é de quatro palmos, e, para ser completa a notícia, depois de lavrada e polida, lá em Mafra, ficará só um pouco mais pequena, trinta e dois palmos, catorze, três, pela mesma ordem e partes, e quando um dia se acabarem palmos e pés por se terem achado metros na terra, irão outros homens a tirar outras medidas e encontrarão sete metros, três metros, sessenta e quatro centímetros, (…) diremos que o peso da pedra da varanda da casa (…) é de trinta e um mil e vinte e um quilos, trinta e uma toneladas em números redondos, (…)” – página 164. Nesta página há também uma menção a Arquimedes, matemático grego, responsável pela lei da alavanca, instrumento utilíssimo na construção do mui-nobre convento.
Para terminar, a óbvia recolha das “duas mil vontades” dos homens, sendo estas as responsáveis pela passarola voar… O que seria deles se não as soubessem contar…!

José Manuel dos Santos dos Santos disse...

Raquel e Renato, muito bem! Contudo, a resposta devia ser colocada no post seguinte, sobre este projeto. É claro que observamos, com atenção, os vossos comentários.
Renato este teu comentário já te posiciona para um excelente trabalho, individual ou em grupo.
Vejam com atenção a proposta http://bibesas.blogspot.pt/2013/12/a-matematica-no-memorial-do-convento.html.

Vamos ao trabalho, usem a interrupção letiva para estimular a vossa criatividade!